
A EDUCAÇÃO À ANTIGA
Há alguns séculos atrás, antes da criação da "escola", como conhecemos hoje, todos viviam em comunidades fechadas e a educação era transmitida de pai para filho, através dos exemplos, do aprender fazendo, imitando, aprendendo .com os mais experientes. Por isso valorizavam o "ancião", os mais idosos da tribo. Os povos que ainda vivem em tribos e, alguns na África, alguns na Austrália, em algumas ilhas da América, aqui no Brasil, xamãs em extinção do mundo inteiro, educam seus descendentes, até hoje, exatamente como se fazia antigamente...
Visitei há pouco, com os Xamãs Urbanos, a Ilha de Bororé, onde fomos recebidos pela comunidade indígena " Krukutu", são Guaranis e apesar de falar português e vestir jeans e camiseta, estão bravamente resgatando sua própria cultura.
Funciona na Ilha uma Escola Pública de Ensino Fundamental, onde os professores são da comunidade Krukutu e ensinam nas duas línguas: guarani e português.
Visitei a "casa de Cultura", onde estão expostos objetos de cerâmica, cestos de vime, fotos, bijuterias diversas, especialmente com penas coloridas, e muitos livros sobre a História, sobre os costumes, os mitos, as conquistas e as perdas que esse nosso bravo ´povo tem sofrido, desde a chegada dos brancos no Brasil.
.Todos os objetos, confeccionados pela comunidade, podem ser vendidos aos visitantes ou nas feiras de artesanato, assim como os livros. Olívio Jekupé é um escritor e poeta Krukutu, tem alguns livros publicados.
Eles têm um templo, que chamam de "Casa de Reza", não pudemos entrar, pois para eles é um lugar sagrado, não é um lugar para visitação, mas para contemplação, A Casa de Reza só é aberta à noite e só podem participar os índios da comunidade.
Conheci o Cacique e o Pajé da tribo Krukutu, diferente do que eu esperava, os dois são muito jovens.
Quem nunca visitou uma comunidade indígena, deve fazê-lo o quanto antes, é bom experimentar ver a vida, a natureza através dos olhos de um índio.
Eles trabalham o suficiente para viver, para comer todos os dias, pescar apenas o suficiente para aquela refeição. Vendem na feira até conseguir o dinheiro para comprar aquilo que precisam apenas naquele dia.
Eles sabem viver hoje, pois HOJE é tudo o que temos...Ontem, é o passado que não podemos mudar, passou. O amanhã é o futuro, que talvez nem chegue. Muitos de nós, os brancos, vivemos com depressão, que é viver no passado ou com ansiedade, que é viver no futuro...Os índios vivem o PRESENTE, preste atenção na palavra : presente - porque é um " presente" do DIVINO e nós o desperdiçamos.
Visitem uma comunidade indígena e observem, procurem aprender com a sabedoria , com a interação deles com a floresta, com os animais, com a TERRA..
Fiquei impressionada com o rítmo de vida... estão em sintonia com a natureza. É como se o vento, a chuva, a coreografia das graças brancas no céu fizessem parte deles. São tranquilos como as águas de um rio e, ao mesmo tempo, são guerreiros, sabem lutar! Sobreviveram esses últimos " Quinhentos Anos", apesar de tudo!
Marly,
ResponderExcluirObrigada pela linda matéria, por ter expressado de forma tão clara e íntegra a cultura e código de ética de nossos indios.
Agradecemos sua presença em nossos passeios, viagens e em nossa vida, sua experiência e sensibilidade sempre nos engrandece.
De fato, temos muito a aprender com a simplicidade e sabedoria destes irmãos.
Ahow irmã, receba nossas saudações xamânicas.
Lilia Blue Moon Sioux
Antonio Búfalo Dourado
As crianças eram ensinadas q a verdadeira educação definia-se sobretudo em atos e não apenas no palavreado gentil. Elas jamais eram permitidas de passar entre o Fogo, ou entre os + Velhos e visitantes. Jamais poderiam falar ao mesmo tempo q outra pessoa. Jamais poderiam rir de alguém aleijado ou desfigurado. Caso a criança tentasse quebrar essas regras, seus pais, discretamente, a repreenderiam. As expressoes: desculpa, sinto muito, perdão, tão usadas atualmente, nao existiam na lingua Lakota. Caso algum incidente ocorresse, a palavra ERRO seria pronunciada, o q era suficiente p/mostrar q nao houvera nenhuma má intenção, apenas um acidente não intencional.
ResponderExcluir(Kent Nerburn, The Ways of Learning)
Fátima
Acreditamos que o apego às coisas materiais, é algo que deva ser superado. Qdo existe apego à matéria, e isso nao é corrigido, com o tempo, isso podera' se tornar um grande empencilho ao desenvolvimento Espiritual.
ResponderExcluirPortanto, as crianças devem aprender muito cedo, a desenvolver a bela pratica da GENEROSIDADE.
Ensinamos a elas, a darem a outrem, aquilo que elas mais prezam.
Assim, aprendem elas a pegar o gosto da FELICIDADE que sentimos, quando oferecemos algo a outrem, sem esperar absolutamente nada em retorno.
Ohiyesa (Dr Charles Alexander Eastman)
Agradecemos a gentileza de nossa amiga Fátima pela cara contribuição no envio de artigos e ensinamentos xamânicos.
ResponderExcluirFátima, receba nosso abraço carinhoso, sempre bem vinda.
ahow!
Lilia Blue Moon Sioux, Antonio Búfalo Dourado
Agradeço também a vocês por estarem divulgando a Sabedoria dos Nativos Americanos, pois muito temos nós, civilizados, a aprender com esse povo selvagem.
ResponderExcluirCaminhemos nossa Fala.
Ahow!
Fátima (Sunflower)