
CRIANÇA E HOSPITAL
Parece, pelo menos para mim, coisas incompatíveis !
Criança combina com brinquedo, alegria, festa, parque, circo, NÂO combina com HOSPITAL! Infelizmente, muitas precisam ir para o Hospital. Quando é algo sem gravidade, pouco tempo de internação, fica apenas o susto da família e uma experiência diferente para a criança. Muitas crianças, porém, apresentam quadros bem graves e precisam ser internadas por longo tempo... Antigamente os médicos preocupavam-se única e simplesmente com o tratamento da doença e esqueciam de preservar as necessidades lúdicas da criança. Criança precisa brincar em qualquer situação. Na guerra ou na paz... Quem quiser observar melhor como a situação lúdica pode mudar completamente a realidade da criança, vejam o filme "A vida é bela", está em todas as locadoras. O pai da criança, apesar do grande perigo que corriam em um campo de concentração, conseguiu transformar numa situação lúdica, num jogo, o tempo que ali viveram.
Pesquisas mostraram que as crianças internadas em hospitais tinham seu desenvolvimento desacelerado, quase estático, e para cada mês de internação tinham o atraso de um ano no seu desenvolvimento.
Quando uma criança é internada, ela fica longe de sua casa, de sua família, do seu animal de estimação, dos seus brinquedos, de seus amigos, de tudo aquilo que ela gosta e a faz feliz. Sua vida é interrompida... Se a criança não puder brincar, durante o período de internação, terá seu desenvolvimento comprometido, assim como seu equilíbrio emocional. É brincando que ela vai criar mecanismos de defesa para entender e enfrentar o que está acontecendo. Por isso todo hospital precisa ter um ESPAÇO LÚDICO, uma BRINQUEDOTECA. O espaço lúdico de hospital procura diminuir os problemas que uma internação traz para a criança. A criança perde a "noção de tempo", deve-se trabalhar com jogos, brinquedos, brincadeiras para que ela não perca essa habilidade que pode afetá-la seriamente no futuro; assim como " noção do espaço físico", mesmo as acamadas devem ser levadas, em cadeira de roda ou maca, pelo espaço físico do próprio hospital, se possível para o jardim do hospital, ao ar livre, para continuar com esta habilidade.
Na Suécia, desde 1977, esse espaço lúdico é Lei, é comum em todos os hospitais;
no Brasil apenas em 2005, a Lei da Brinquedoteca Hospitalar foi regulamentada e é ainda uma experiência, mas já existe a Lei, isto é importante. Brincar traz alegria para a criança e a alegria acelera a cura.
Marly Rondan
Precisamos de mais leis a favor das crianças.
ResponderExcluirNossas crianças não estão seguras nem mesmo em suas casas.