
FREUD AFIRMAVA QUE A MENTEMENTE
A mente, essa nossa amiga inseparável que, segundo o Pai da Psicanálise, não é muito fiel e inventa suas ficções e nos engana. Muitas vezes ela nos faz acreditar em coisas que nunca aconteceram, mas naquele momento nós confirmamos o que a mente nos fala.
Freud foi um grande pesquisador da mente humana, a meu ver, seu maior valor foi expor suas próprias experiências, sem pudor em prol da ciência, do conhecimento.
Durante toda sua vida, Freud tinha um certo sentimento de rejeição pelo pai. Lembrava-se de uma viagem de trem que fizeram: seu pai, sua mãe e sua irmã, mais nova. Sua mente contava que naquela viagem, ele começou a chorar, queria a companhia da mãe... seu pai deixou que ele ficasse com a mãe e ele e a irmã menor foram dormir em um outro compartimento do trem. Na mente de Freud, naquela noite seu pai violentou a sua irmã... Nunca, nunca isto foi ventilado na família, er
Quando o pai de Freud morreu, ele não conseguiu entrar no cemitério, desmaiou no portão de entrada e precisou ser levado de volta para casa. Sua mente revelava claramente a lembrança daquela noite e isto é que estava causando o seu trauma. Mandou chamar o Dr Josef Breuer, muito seu amigo, para ajudá-lo a se livrar do problema.
O Dr. Breuer, ouvindo a história de Freud, aconselhou que ele fizesse perguntas á sua mãe sobre aquela viagem, com muito cuidado para não causar nenhum constrangimento.
Freud chamou sua mãe e perguntou se ela se lembrava daquela viagem... Ela respondeu que sim. - Mas porque se lembra dela, você chorou o tempo todo, seu pai, que precisava descansar, precisou ir dormir num outro compartimento...
Freud perguntou angustiado: - E minha irmã, ficou conosco ou foi dormir com ele? Mais angustiado ficou com a resposta de sua mãe: - Ora Freud, eu estava grávida de sua irmã...Ele foi dormir sozinho e você ficou comigo, dormindo.
Durante toda sua vida, Freud acreditou na história que sua mente havia criado.
Eu tive uma experiência com uma paciente minha, uma menina que foi trazida por seu irmão, já adulto, para terapia. A queixa do irmão não tinha muito sentido, queria que ela se sentisse bem na escola e que fosse preparada para ser uma pessoa feliz; mas a menina era boa aluna e tinha uma ótima auto-estima, mesmo assim continuou sendo minha paciente por algum tempo. Fui procurar saber por que a preocupação exagerada com a irmã, através da família. Fiquei sabendo da verdade, ele havia sido violentado aos cinco anos, por um estranho, mas era um segredo dos pais do rapaz e a terapeuta dele achava que ele não estava preparado para saber a verdade. A MENTE dele havia mudado a história e contara que ele é que havia violentado a própria irmã, sentia-se culpado. A meu ver, não saber da verdade, só agravava a sitiação do rapaz, mas ele não era meu paciente...
Precisamos ouvir mais nosso coração e tomar cuidado com as histórias que nossa mente cria.
Freud tinha razão; a mente mente!
A mente não para de falar o tempo inteiro.
ResponderExcluirA gente é que precisa selecionar o que é bom, precisamos impedir os pensamentos repetitivos e negativos.