
PARAR DE CONTAR CALORIAS, PERDER PESO E SECAR AS GORDURINHAS EXTRAS – É POSSIVEL?
A matéria publicada no mês de maio no portal M de Mulher sugere uma condição animadora para os adeptos de dietas para perder peso. A pesquisa citada explica o mecanismo utilizado para conseguir o que até então parecia ser uma façanha. O estudo propõe uma relação entre a insulina, a ingestão de carboidratos e o emagrecimento e de forma lógica comprova que se pode sim perder peso comendo, e comendo muito, no entanto comendo alimentos com baixo índice glicêmico.
Mas porque se chegou a esta conclusão? As pesquisas partem do princípio de que ao comermos alimentos que contêm muito açúcar, liberamos muita insulina em nosso organismo e consequentemente aumenta-se ainda mais a fome, ao contrário de uma dieta com alimentos de baixo índice glicêmico, rica em fibras que retardam a fome, causando sensação de saciedade. Vale ressaltar que os alimentos devem ser escolhidos de acordo com o horário de ingestão. Ao aprendermos a controlar horários e escolher alimentos, o sucesso é garantido e a satisfação em perder peso de forma saudável chega rapidinho.
Os estudos científicos indicam a importância dos carboidratos fazerem parte da dieta de forma equilibrada. Portanto, não podemos simplesmente retirar todas as fontes de carboidratos da dieta por liberarmos mais insulina no organismo. Problemas graves de saúde podem surgir em conseqüência da retirada de carboidratos da dieta, como a cetoacidose (situação com formação de substâncias ácidas que se acumulam no sangue quando os níveis de insulina caem devido à falta de alimentação). Sendo assim, toda atenção é necessária ao lermos matérias e tirarmos conclusões precipitadas.
Deve-se ainda entender, que ao diminuirmos a quantidade de carboidratos da dieta, consequentemente aumentamos a ingestão de proteínas e gorduras, o que pode contribuir para o aumento do colesterol e triglicerídeos (propiciando doenças do coração), além de aumentar o risco de problemas renais.
Mas então, afinal de contas, devemos ou não contar calorias? A verdade é que não devemos nos basear no valor calórico dos alimentos, mas sim na qualidade e quantidade de nutrientes, bem como no chamado “índice inflamatório” de cada alimento. A boa alimentação favorece o metabolismo, o sono, a regularidade do intestino e controla o excesso de radicais livres (moléculas responsáveis pelo processo de envelhecimento) produzidos. Os alimentos vão além da nutrição e tornam-se aliados na batalha contra doenças inflamatórias e distúrbios estéticos.
A inserção de alimentos funcionais na dieta diária é uma excelente pedida para quem quer emagrecer de forma saudável. Alimentos como chá verde, alho, aveia, cebola, crucíferas (brócolis, couve-flor, repolho), semente de linhaça, soja e tomate são exemplos de alimentos com substâncias bioativas que tem baixo índice glicêmico, são antioxidantes e ainda atuam na modulação do processo inflamatório.
Portanto, é possível reduzirmos medidas e peso diminuindo o índice glicêmico de nossa dieta, e para saber como introduzir esta conduta em nossa alimentação diária, é interessante realizar um acompanhamento com um profissional nutricionista, que saberá qual a melhor conduta para a perda de peso consciente que não culmine em possíveis seqüelas a nossa vida.
Matéria extraída do site da VP Consultoria Nutricional
Karin,
ResponderExcluirÉ bom saber, fica mais fácil. Uma dieta que se pode comer de tudo, é mais agradável.