O primeiro país a levar o brinquedo para dentro do hospital
foi a Finlândia,
em 1904, há mais de cem anos atrás. No Brasil, políticas públicas
que apoiaram
esta medida, só foram assinadas em 2005, embora já existissem alguns
hospitais
e espaços que já haviam adotado esta prática.
Uma criança quando precisa ser internada, além dos riscos
reais que corre,
ela se sente perdida, tirada de sua casa, afastada de sua família,
nem todos podem
permanecer no hospital o tempo todo, longe dos seus cantinhos preferidos, dos
seus brinquedos, seus animaizinhos de estimação, sem poder correr, brincar...
Antigamente a família não podia permanecer com a
criança, apenas nas horas
de visita. A criança curava-se da doença, mas ficava com traumas para
sempre. Tenho
uma amiga que precisou ficar internada, num hospital público,
contou-me ela, que foi
tratada com muita competência, pois curou-se de uma doença grave, mas
não consegue
curar-se das lembranças tristes. Ficava na janela, vendo sua família
afastar-se depois da
visita e sozinha, a única diversão que tinha era uma revista
infantil, muito velha, que
ela lia e relia...
Hoje, graças a humanização nos hospitais, uma pessoa da
família pode ficar ao
lado da criança, médicos, enfermeiros e funcionários do hospital dão
atenção e satisfação
aos pequenos sobre os procedimentos que estão sendo feitos. Esta
humanização, esta
mudança de comportamento faz com que a recuperação das crianças
seja mais rápida.
Há cinco anos, a Lei 11.104 de 21/03/2005 decreta que
todo hospital com
internação de crianças e adolescentes deve ter um espaço lúdico
com brinquedos,
jogos, livros, revistas, televisão e tudo que for possível para
tornar a permanência dos
pequenos o menos traumático possível. A criança quando brinca viaja
para um mundo
anímico, onde ele pode ser o médico e seus bonecos os pacientes,
assim ele pode
compreender melhor o que está acontecendo com ela. Se pode sair do
quarto, ela pode
frequentar o espaço lúdico, o quarto de brinquedos, a brinquedoteca,
não importa a
nomenclatura que darão, mas terá oportunidade de encontrar outros
pacientes, verá que
não é a única a estar passando por aquela experiência e fazer novos amigos.
Bem, sabemos que nem sempre esses espaços e essas
equipes de saúde
desempenham seus papeis de modo que mereçam elogios, mas já
progredimos muito,
temos políticas públicas protegendo nossas crianças, nossos
adolescentes. Nem sempre
as Leis são cumpridas em nosso país, mas estamos crescendo, agora é só
aprimorar!
Marly Rondan

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