Poder e autoridade
Na dinâmica da vida social o poder exerce forte fascínio sobre as criaturas.
Muitas
pessoas desejam ocupar cargos que lhes conceda poder sobre outros
indivíduos, mas poucas sabem exercer esse encargo com autoridade.
Ter poder não é o mesmo que ter autoridade.
O poder
"é a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa
de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer."
A autoridade é "a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que quer, por causa de sua influência pessoal."
Para
exercer o poder não é necessário ter coragem nem inteligência
avantajada. Crianças menores de dois anos são mestras em dar ordens a
seus pais.
A história da humanidade registrou os feitos de muitos governantes déspotas e insensatos.
Mas, para ter autoridade sobre pessoas é preciso um conjunto de habilidades especiais.
Uma
pessoa pode exercer autoridade mesmo não estando num cargo de poder,
enquanto outra pode estar no poder e não ter autoridade alguma sobre
seus subordinados.
Em uma sociedade injusta, o poder pode ser vendido e comprado, dado e tomado.
As
pessoas podem ser colocadas no poder porque são parentes ou amigas de
alguém, porque têm dinheiro, uma posição social de destaque ou outra
conveniência qualquer.
Mas com a autoridade isso não ocorre.
A
autoridade não pode ser comprada nem vendida, nem dada ou tomada. Diz
respeito a quem você é como pessoa, ao seu caráter e à influência que
exerce sobre terceiros.
Para
estabelecer autoridade, o líder precisa ser honesto, confiável,
responsável, respeitoso, entusiasta, afável, justo, dar bom exemplo, ser
bom ouvinte.
Quem não tem autoridade pensa só nas tarefas e exige que suas ordens sejam cumpridas.
Quem tem autoridade pensa nas tarefas, mas cuida também dos relacionamentos.
No processo administrativo há sempre essas duas dinâmicas em jogo: a tarefa e o relacionamento.
Atender uma, em detrimento da outra, é caminho curto para o fracasso.
E conseguir o equilíbrio entre ambas é uma característica de quem exerce liderança com autoridade.
Assim sendo, se você é um líder e precisa lembrar isto às pessoas, é porque você não é.
Mas se você não está no poder e mesmo assim as pessoas buscam suas orientações, é porque você tem autoridade.
Pense
nisso, e lembre-se: liderar é executar as tarefas que estão sob sua
responsabilidade ao tempo em que constrói bons e duradouros
relacionamentos.
Pense nisso!
O líder ideal é aquele que, pela sua autoridade intelecto-moral, inspira os seus colaboradores e os eleva à condição de amigos.
Quem tem
autoridade efetiva não teme perdê-la ao se aproximar dos outros e
tratá-los exatamente como gostaria que os outros o tratassem.
Assim,
se você é responsável pela condução de outros seres, medite quanto à
responsabilidade que lhe cabe sobre os destinos dessas pessoas e procure
ser alguém com autoridade, e jamais apenas alguém que detém o poder.
Pense nisso, e procure ouvir os que convivem com você mais de perto.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 1, do livro O Monge e o Executivo, de James C. Hanter, ed. Sextante.
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