
No capítulo da insatisfação, precisamos considerar que dispomos atualmente, na Terra, de avançadas ciências psicológicas, ensinando-nos a conhecer as deficiências e inibições dos outros, entretanto, muito dificilmente reconhecemos com elas o impositivo de estudarmos, não apenas a fim de entendê-las, mas igualmente com o objetivo de aceitar-nos tais quais somos.
Admitimos os desajustes e desequilíbrios alheios, todavia, em se tratando dos nossos, muito freqüentemente caímos em aflição e rebeldia, aniquilando, tantas vezes, valiosas possibilidades de serviço em nossas mãos.
Cada um de nós se coloca em determinado degrau de trabalho e de elevação para atender aos Desígnios da Vida Superior, traçados em auxílio a nós mesmos.
Esse é doente ainda; outro convalesce de longa enfermidade espiritual; aquele carrega as conseqüências de antigos desequilíbrios; aquele outro dispõe de reduzida instrução; e aquele outro ainda transporta consigo próprio os resultados graves de inquietantes débitos contraídos.
Todos somos, no entanto, filhos imortais de Deus e, pelos mecanismos da Divina Providência, cada qual de nós está situado por si mesmo nas condições justas, nas quais venhamos a receber novas oportunidades de trabalho e aprendizagem, reajustamento e melhoria, reequilíbrio e renovação.
Ainda assim, se teimamos em não reconhecer a realidade que nos é própria, não somente perderemos tempo precioso, mas também correremos o risco de comprar à inveja e ao ciúme, ao ódio e ao desespero, sofrimento e problemas de que não temos a menor necessidade.
Antes as provas e tribulações que nos cerquem, aceitemo-nos como somos, a fim de extrairmos de nós com sinceridade o máximo de bem de que sejamos capazes na ampliação do bem geral, porque a vida é um parque de promoções permanente para quem trabalho e serve e todo espírito que se aceita qual é, de modo a fazer de si o melhor que pode, para logo se desvencilhar de qualquer sombra, a fim de engajar-se na jornada bendita do próprio burilamento, partilhando a conquista incessante de luz e mais luz.
EMMANUEL
(Do livro "Mãos Unidas", FCXavier)(Obs.: Conforme o novo acordo ortográfico, a palavra "Auto Aceitação" deverá ser grafada após 2012 como "Autoaceitação". Nota do Instituto André Luiz)
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Antônio Búfalo Dourado escreve neste blog toda sexta-feira.
Belíssima reflexão.
ResponderExcluirAbs, Margarete
Antonio,
ResponderExcluirMuito bom o texto, temos sempre dificuldade em ver nosso erros. Parabéns!
Rubi
Antonio,
ResponderExcluirObrigada pelo lindo texto.
Andrea
É preciso o exercício de muita bondade e amor consigo próprio, para manter nossos reais valores e sustentá-los, a despeito das opiniões e expectativas de nosso grupo de convívio.
ResponderExcluirÉ preciso total honestidade para compreender o atual aprendizado, compaixão suficiente para não se criticar ou se envergonhar do melhor que pudemos oferecer, humildade suficiente para aprender a fazer melhor.
E, a medida que a gente aprende isso pessoalmente, aprende também a fazer o mesmo pelo próximo, aceitá-lo da forma que é.
Somente uma pessoa com consciência pode abrir o coração para ser melhor sempre, dar o primeiro passo... o início de uma caminhada, o primeiro passo.
Adorei a reflexão desta semana Antonio, obrigada.
Que possamos renascer nesta páscoa, em tudo o que nos fizer melhores.
Ahow, abraço carinhoso parceiro.
Lilia Blue Moon Sioux