
Olá, Blogueiro(a) dos Xamãs Urbanos
A história que trago esta semana não é aquele tipo de história com começo, meio e fim, mas sim trago um pouco da história de um povo, de uma Nação, dos índios norte-americanos que nos deixaram um legado de profundo conhecimento da Terra e da Natureza.
Na semana passada, contei a primeira parte da história do Clã do Guerreiro e como eles faziam para se tornarem guerreiros. Hoje vamos contar a segunda e final parte. Podemos aplicar esse conhecimento à nossa vida. Então, vamos à história:
Ah! Só mais uma coisa. O meu espetáculo FILHOS NÃO VEM COM MANUAL estreou no dia 04/06. Acesse o Blog do espetáculo e saiba mais sobre esse trabalho: http://www.filhosnaovemcomanual.blogspot.com/
A FLECHA
A Verdade como proteção
“Clã do Guerreiro, suas flechas
Voam diretas e certeiras.
Coração corajoso,
Fé comprovada.
Vida que manifesta
Carinho e Proteção
Ensinamento (2ª parte)
Depois de ser honrado com o título de Chefe, um homem jamais deveria levantar a voz contra uma mulher ou uma criança. Esta regra era comum a todos os Clãs dos Guerreiros. Estes bravos asseguravam a proteção das futuras gerações e sabiam honrar os tesouros vivos simbolizados pelas mulheres, como Mães e Provedoras da Tribo. O sentido de bravura e lealdade desses guerreiros mantinha-os acima das discussões tolas. No entanto, eles eram, muitas vezes, submetidos a verdadeiras provas, por causa das brigas entre os membros da Tribo que ainda não haviam desenvolvido estas mesmas qualidades. Um verdadeiro Chefe tinha que ser equilibrado e compreensivo, colocando os interesses do seu Povo acima de seus próprios sentimentos. O caráter do Guerreiro era forjado por anos de silêncio, durante os quais ele assimilava a experiência dos Anciões da Tribo. Cada Guerreiro deveria passar por este aprendizado até reconhecer o valor da Flecha em sua essência mais verdadeira.
A Flexa era rápida para proteger e rápida para agir, nos momentos de necessidade. Um Chefe sempresabia prever todas as possibilidades, mirava para alcançar o melhor e o mais alto, e se sentia totalmente responsável pelas decisões que tomasse. O Arco da Beleza expressava a alegria de sua missão de liderança. Mesmo em momentos de grande tristeza a capacidade de se curvar sem quebrar-se é sugerida através do Arco da Beleza, o Arco da fôrça interior – aquele que faz voar a Flecha. Dizia-se que o Arco da Beleza era feito do mais puro ouro, manifestando a luz dourada do amor do Avô Sol, e era incrustrado de pérolas, que representavam a essência do carinho da Avó Lua. Um dos princípios básicos do Clã dos Guerreiros era o de manter o equilíbrio interno entre o masculino e o feminimo dentro de cada lutador. Este equilíbrio simbolizava a síntese entre a vontade de se curvar – como o Arco da Beleza – e de disparar para o alto a Flecha da Verdade, para que o resto do Mundo pudesse travar conhecimento com ela.
A cerimônia dos Irmãos de Sangue da América Nativa simboliza a mais pura ligação de homem para homem, baseada na união de coração, corpo e alma. A cerimônia cria um clima propício para que o Espírito do Guerreiro se equilibre e harmonize. Muita coisa já ficou perdida no Mundo da Separação, e a Energia da Unidade precisa ser recuperada. A base da Cerimônia dos Irmãos de Sangue é jurar eterna lealdade a um amigo, agora transformado em Irmão.
A Carta do Caminho Sagrado, A Flecha, significa que você está sendo solicitado a descobrir a Verdade de sua situação atual. Proteja-se das situações desagradáveis, usando a Verdade como Escudo. Não se importe com aquilo que os outros pensam de você. Você conhece a sua Verdade. Assim que aprender a honrar, sinceramente, esta Verdade, você não será mais ferido pelas mentiras alheias.
A Flecha também nos fala das idéias de Fraternidade. A sua arma atual consiste em aproximar-se de pessoas sinceras e bem intencionadas. Afasta-se de todos aqueles que deixaram de honrar o seu Caminho e a sua Verdade.
Lembre-se: a Trajetória da Flecha é direta e certeira e ela lhe afirma:
“Permaneça no Caminho Sagrado!”
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Mayara de Castro escreve neste blog todos os sábados.
Bonita história,
ResponderExcluirParabéns!