
A história que trago esta semana não é aquele tipo de história com começo, meio e fim, mas sim trago um pouco da história de um povo, de uma Nação, dos índios norte-americanos que nos deixaram um legado de profundo conhecimento da Terra e da Natureza.
Fiquem então com a história do Clã do Guerreiro e como eles faziam para se tornarem guerreiros. Podemos aplicar esse conhecimento à nossa vida. Então, vamos à história:
Ah! Só mais uma coisa. O meu espetáculo FILHOS NÃO VEM COM MANUAL estreou no dia 04/06. Acessem o Blog do espetáculo e saibam mais sobre esse trabalho: http://www.filhosnaovemcomanual.blogspot.com/
A FLECHA
A Verdade como proteção
“Clã do Guerreiro, suas flechas
Voam diretas e certeiras.
Coração corajoso,
Fé comprovada.
Vida que manifesta
Carinho e Proteção
Ensinamento
Cabia aos Clãs dos Guerreiros da América Nativa zelar pela segurança do nosso Povo. O espírito do Clã dos Guerreiros é representado pela Flecha. A Flecha é direita, certeira, e torna-se mortal quando é apontada para matar. Os Bravos Guerreiros só adquiriam o direito de serem chamados por esse nome depois de passarem por muitos testes de liderança e agilidade.
A coragem era o ingrediente principal na formação de um Guerreiro, porém deveria ser temperada pela verdade, pelo senso comum, pela destreza física, integridade e ligação com os níveis espirituais antes que se merecesse o direito de pertencer ao Clã dos Guerreiros.
Uma vez concluídos os Ritos de Passagem para os rapazes de 13 anos, iniciava-se o lento e árduo processo de aprendizado para tornar-se um Homem. As lições eram aprendidas com o pai, um tio, com outro membro do Clã do Guerreiro ou com um Chefe. Estas lições consistiam em aprender a caçar, a rastrear, a participar de um ataque, e a colaborar na Contagem de Golpes. Havia ainda a Busca de Visão, a Dança do Sol, e a liderança de um grupo de caça. Durante a dança noturna as atividades eram reencenadas para o resto da Tribo, cekebrando assim cada uma destas conquistas.
Cada jovem que honrava seu Clã com atos de bravura era coberto de honrarias. Cada passo que conduzia ao caminho extenuante, já que a liderança da Tribo, e por vezes da própria Nação, recairia nos ombros da próxima geração do Clã dos Guerreiros. A habilidade de um homem em fabricar flechas pretendia demonstrar a exata medida de seu cuidado com a liderança di Povo. O melhor dos melhores acabaria sendo escolhido como Chefe, após ter as suas capacidades comprovadas. Nesta ocasião, ele já teria, pelo menos, cinqüenta anos de idade. Um Guerreiro jamais seria considerado um Ancião, enquanto sua vida não estivesse plena de experiências. O indivíduo só era considerado adulto e maduro o suficiente para tornar-se Chefe aos cinqüenta anos de idade.
De acordo com a Tradição Sioux, logo após a puberdade o jovem tornava-se um Soldado-Cão da Tribo, aprendendo a servir e a ser leal para com seu povo, enquanto agia como sentinela e protetor do acampamento. Depois que estas lições estivessem bem assimiladas, alguns deste jovens eram chamados a participar da Sociedade do Coração Forte, considerado um agrupamento de elite. A Sociedade era constituída pelos membros que haviam se distinguido na batalha e que já possuíam muitas Penas de golpe. O Clã dos Guerreiros sentia-se muito honrado quando alguns de seus membros era escolhido para entrar na Sociedade.
Alguns jovens casavam-se cedo e não conseguiam entrar para o agrupamento do Soldado-Cão porque tinham que sustentar a família. Estes homens passavam a ser tratados com um pouco de escárnio e eram chamados de “Os Toma-Conta das Barracas.” Muitos jovens queriam fazer parte do Abrigo-do-Soldado-Cão mas não eram admitidos. Todos os membros do grupo viviam num mesmo Abrigo, no qual as mulheres não tinham permissão para entrar.
As mães dos Bravos costumavam preparar suas refeições. Mas quando levavam a comida de seu filho, só podiam colocar uma das mãos na tenda, no máximo até o pulso.
Os melhores caçadores e rastreadores provinham do Clã dos Guerreiros. Nem sempre estes homens se tornavam Chefes, mas podiam chegar a ocupar lugares de honra no Conselho dos Homens, que incluía todos os líderes dos diversos Clãs. Alguns dos Clãs Guerreiros da América Nativa eram chamados de “Clã da Raposa”, o Totem protetor da família. Outros eram chamados de “Clã do Coiote”, já que sempre conseguiam enganar o inimigo, sabendo como pegá-lo de surpresa. Cada Nação escolhia um Totem diferente para o seu Clã de Guerreiros. O Totem possuía os atributos de algum animal da região, cujas características inspiravam os Guerreiros e os Bravos daquela Nação. Uma vez completado o treinamento de Soldado-Cão, os Guerreiros ficavam livres para casar-se, tornando-se membros muito respeitados por todos em função do serviço que prestavam a seu Povo.
Dependendo da sua atuação, os membros do Clã dos Guerreiros podiam pertencer também a outros Clãs. A partir dos sete anos a criança já demonstrava seus dons e talentos. A esta altura os avós já haviam merecido um descanso do trabalho cotidiano mais pesado. Eles se incumbiam de observar os talentos naturais que cada criança possuía para oferecer à Tribo. Os dons naturais determinavam a que professores cada criança deveria ser encaminhada, após realizar o seu Rito de Passagem. As meninas aprendiam suas funções junto às outras mulheres, e os meninos aprendiam, junto aos homens dos diversos Clãs, as tarefas para as quais demonstrassem maior aptidão. Desta maneira, cada criança tinha os melhores modelos possíveis, podendo desenvolver seus próprios dons e talentos para continuar honrando a sua Tribo.
(Fim da 1ª parte – na semana que vem continuamos)
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Olá Mayara, tudo bem?
ResponderExcluirinfelizmente não consegui ir ao seu espetaculo ainda.
Perdí meu pai no dia 30 e estou indo todos os dias praticamente ficar com minha mãe , ajudando-a a entender a perda. Hoje felizmente ela está bem melhor e já fala nele sem lamentar.
como vc. sabe estou indo viaja 5a. feira (18/06)
gostaria muito de encontrar vc. antes de ir.
me liga p/combinarmos nem que seja um rapido café, a quantidade de tempo não importa!!!!!!!!
um grande beijo
soniaosho@hotmail.com
8674 7393